Editoras de obras técnicas e científicas formam holding

Seis editoras nacionais especializadas em livros científicos, técnicos e profissionais estão unindo forças para crescer e aproveitar sinergias. A parceria resultou na criação da holding Grupo Editorial Nacional (GEN), que deve vender 1,1 milhão de exemplares e faturar R$ 75 milhões em 2007. “O GEN é a melhor plataforma para liderar um processo de consolidação no segmento CTP (Científico, Técnico e Profissional) no Brasil“, disse ao Valor Mauro Koogan Lorch, presidente do grupo, no primeiro dia da XIII Bienal Internacional do Livro, que vai até 23 de setembro no Rio.

Em dois a três anos, o GEN quer mais do que duplicar o faturamento via crescimento da distribuição e entrada de novas empresas na holding. O grupo atual é formado por Guanabara Koogan, líder em livros de medicina, Forense, editora jurídica mais antiga do país, e por outras quatro editoras de menor porte: LAB e Santos (da área médica), LTC (livros técnicos e científicos) e Método (direito). A Método foi incorporada ao grupo em junho e a Santos, este mês.

Lorch disse que a operação envolveu parte de pagamento em dinheiro às editoras Método e Santos. A Guanabara Koogan já havia comprado participação minoritária na Editora Forense, fundada pela família Bilac Pinto. Os integrantes do GEN não revelaram qual é a participação acionária de cada sócio. Segundo Lorch, na constituição do GEN cada editora conferiu ações das respectivas empresas à holding. A participação acionária é equivalente ao aporte de ações feito e ao tamanho de cada editora. Em 2006, quatro das editoras que formam a parceria (Guanabara Koogan, Forense, LAB e LTC) faturaram R$ 64 milhões.

O presidente do GEN afirmou que a holding não será só uma empresa de papel, mas assumirá funções operacionais aproveitando sinergias nas áreas administrativa, financeira, comercial, de comunicação e logística, entre outras. O modelo preserva a independência editorial de cada uma. “As editoras vão operar como unidades de negócios debaixo da holding e manterão sua identidade, sua política editorial e seus talentos“, disse.

O objetivo do GEN é que os autores continuem falando com quem conhecem nas editoras. “Já a organização e a gestão das empresas serão compartilhadas“, afirmou. Em São Paulo, o grupo deve concentrar seu escritório na Vila Mariana, onde está a Editora Santos. Também foram contratados dois executivos de mercado. Enoch Bruder responderá pelas áreas de distribuição e marketing e Alberto Moskowitz, pela administração.

De acordo com Lorch, o GEN seguirá política de governança mantendo em seu capital só ações ordinárias. Também haverá um conselho de administração. A possibilidade de abrir o capital em bolsa no futuro não está descartada. “Se continuarmos a agregar parceiros e precisarmos de financiamento para continuar a crescer poderemos vir a abrir o capital“, disse Lorch. Ele pondera que o segmento de livros CTP ainda não está maduro no Brasil, mesmo com a entrada no país de editoras estrangeiras como Pearson e Thomson Learning. Trata-se de um mercado de cerca de R$ 500 milhões anuais que só não é maior pela reprodução de fotocópias de livros - prática que impõe concorrência desleal.


 

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