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Abrelivros abre ciclo de palestras na Bienal do Livro 2014

Com o tema O futuro do livro na educação, associação visa debater o novo cenário das publicações escolares frente à tecnologia e às demandas educacionais.

Que caminhos a educação brasileira tomará nos próximos anos? Qual o papel da literatura didática nesse processo? O quanto a tecnologia e as mudanças sociais e comportamentais estão influenciando essa transição? Estas, entre outras questões estão inseridas no ciclo de palestras que a Abrelivros – Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares apresenta durante a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, entre os dias 22 e 31 de agosto. As discussões serão realizadas no auditório que a associação montou em seu estande, na Rua C300, onde divide espaço com 11 de suas associadas, Ática, Edições SM, Editora do Brasil, Editora Positivo, Editora Saraiva, FTD, IBEP, Leya, Macmillan, Moderna, e Scipione. Essa operação conjunta visa levar para educadores, profissionais do setor e ainda organizações governamentais uma reflexão sobre O futuro do livro na educação.

Uma amostra dos assuntos que serão apresentados pode ser percebida já na abertura do auditório, no dia 22 de agosto, às 19h, quando Maria Beatriz Luce, secretária de Educação Básica do MEC– Ministério da Educação apresentará o tema A Política Nacional de Educação Básica e o futuro do livro. Ela é professora titular de educação há 42 anos na UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, lecionando política e administração da educação, e tornou-se mestre e doutora em Educação pela Michigan State University (EUA). Em sua explanação Luce abordará os três eixos norteadores das ações do MEC: a base curricular nacional comum, a formação de professores e a politica nacional de conteúdos educacionais.

A discussão sobre a Base Curricular Nacional Comum e o livro escolar retornará no dia 23, às 10h30. A mesa-¬redonda contará com os profissionais Cleuza Repulho, presidente da Undime – União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação; Profª Elda Gomes Araújo, secretária de Educação do Amapá e representante do Consed – Conselho Nacional de Secretários de Educação, e Clarice Traversini, diretora de Currículos e Educação Integral da Secretaria de Educação Básica do MEC. A mediação ficou a cargo de Vicente Paz, diretor da Abrelivros. Aprovado em junho deste ano, o novo Plano Nacional de Educação prevê a construção de uma base nacional comum para todas as instituições de ensino até 2016.

Já, nos dias 25 e 26, é hora de averiguar o quanto as novas ferramentas digitais podem aprimorar o processo de ensino aprendizagem. Afinal, as tecnologias de informação e comunicação e a cultura digital estão chegando à sala de aula de diversas formas, impulsionadas pela incorporação de novas práticas sociais pela atual geração de estudantes que faz o ciclo básico. Entre as práticas mais disseminadas estão os games, que se consolidam como uma linguagem universal de fácil entendimento por crianças, jovem e até adultos. Mas, será que podemos realmente conceber um plano de desenvolvimento de competências e conhecimentos com base em jogos? Quais reflexões críticas são relevantes para que games na escola resultem em melhoras na aprendizagem?

Assim, no quarto dia do evento, às 19h30, o auditório da Abrelivros recebe os visitantes para confrontarem os assuntos Games e Educação, que serão apresentados por David Lemes, professor e chefe do Departamento de Computação da PUC-SP, onde leciona os cursos de Tecnologia e Mídias Digitais, Tecnologia em Jogos Digitais e Sistemas de Informação, e Mario Lapin, diretor da Virgo Games, estúdio de concepção e produção de games que apresenta propostas lúdicas para aprendizagem, utilizando o poder dos games para ensinar, comunicar e solucionar problemas reais. Mediado por Fernando Moraes Fonseca, gerente de Inovação e Novas Mídias da Editora FTD.

No dia seguinte, às 19h30, Emerson Santos, diretor da Abrelivros, como mediador, o coordenador técnico pedagógico de Inovações e Novas Mídias da Editora FTD, Carlos Seabra, e José Manuel Moran, doutor em comunicação pela USP, se reúnem para discorrer sobre o Impacto das tecnologias disruptivas na vida, nos negócios e na educação. Vivemos em um mundo em constante inovação. Novas tecnologias aparecem diariamente. Apesar de quase toda novidade tecnológica ser anunciada como um avanço, nem toda tecnologia emergente irá alterar a vida das pessoas e os processos de aprendizagem. Como identificar quais novidades realmente devem ser levadas em consideração para o planejamento de politicas públicas eficazes na área de educação?

O livro e o jovem

No dia, 28, às 9h45, o público presente pode participar do painel promovido pelo Instituto Pró-Livro e mediado por Zoara Failla, gerente de projetos do IPL. O Jovem não gosta de ler ou não foi “seduzido” para a leitura de literatura?

Dividido em três temas, o espaço apresenta uma questão que tem tido opiniões divergentes. Enquanto autores de literatura do segmento juvenil, baseados em sucesso de vendas e seguidores, declaram que os jovens nunca leram tanto, pesquisas, como a “Retratos da Leitura no Brasil”, realizada pelo IPL, não confirmam esse interesse ao revelar que 80% dos jovens na faixa de 11 a 17 anos (24.3 milhões) somente leem para cumprir tarefa escolar.

Na primeira parte, apresentada por João Ceccantini, professor assistente e doutor da UNESP – Universidade Estadual Paulista, a questão que será abordada é como Formar jovens leitores em meio à guerra das literaturas. Em seguida, Claudia Aratangy, diretora de Projetos Especiais da FDE/SEE-SP – Fundação para o Desenvolvimento da Educação, fala sobre Livros, leitores, educadores e mediadores – qual o papel de cada um nessa história. Por último, Rita Carmone Leite, gerente de programas do Instituto Ayrton Senna; Maria Salles, diretora do CRE Mario Covas/SEE-SP, e Cirlene Fernandes, do SEEDUC/RJ abordam A experiência do Instituto Ayrton Senna, em parceria com a SEE-SP e SEE-RJ, nas salas de aula.

Para encerrar as atividades da Abrelivros no auditório, no dia 29, às 10h, a entidade recebe Natacha Costa, diretora geral da Cidade Escola Aprendiz, e Leandro da Costa Fialho, coordenador geral de Educação Integral da SEB/MEC, que farão uma reflexão sobre O papel do livro na Educação Integral e Integrada, com mediação da diretora executiva da Fundação SM, Pilar Lacerda. Nessa mesa-redonda serão debatidos os conceitos de educação integral e integrada, experiências realizadas em Belo Horizonte e São Paulo, bem como as iniciativas do governo federal – Programa Mais Educação.

A educação, por definição integral, deve atender a todas as dimensões do desenvolvimento humano e acontece como processo ao longo de toda a vida. Dessa forma, educação integral não é uma modalidade de educação, mas sua própria definição. Espaços, dinâmicas e sujeitos são objeto de aprendizagem e também seu fim, o sentido próprio para o qual converge a construção de qualquer conhecimento. Assim, mais do que um conjunto de espaços a cidade é compreendida como território educativo e o binômio escola-comunidade é sua síntese. A partir desta lógica, este tema mostra que é preciso pensar em novos suportes didáticos e novos materiais de apoio e formação ao educador.

A programação completa pode ser acessada abaixo ou pelo site www.abrelivros.org.br

 

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